Por meio deste blog busco expressar um pouco de minhas opiniões juntando tudo com uma boa dose de questionamento e humor por esse mundão ai. e em especial não posso deixar de dar meus comentários sobre minha Marilândia.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Quem nunca pegou um busão na reta da penha e ouviu uma pala dessas que atire a primeira lapiseira!!!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Maconha é o principal produto agrícola dos EUA
Galera.
Bom, pensem o que quiser, quem me conhece sabe que não curto essa onda, mas que a noticia é interessante, isso eu garanto que sim.
Ou vocês meus caros leitores acham que não?
saiu no site do Globo Rural.
O país tem 56,4 milhões de plantas de maconha cultivadas ao aberto, com uma renda de US$ 31,7 bilhões, e outras 11,7 milhões de plantas cultivadas em estufas e espaços fechados, que constituem uma renda de US$ 4,1 bilhões.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Esse menino vai longe....
Enquanto estamos curtindo, o pau come.....
A Grande Vitória viveu mais um final de semana com mortes violentas, fato que vem se tornando rotina e comprovando a total ausência da área de Segurança Pública nas ruas, principalmente nos bairros considerados mais perigosos. No total, foram registrados 23 homicídios com arma de fogo. A Polícia Militar esteve ausente do policiamento ostensivo.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
A irritante arte de morar em Vila Velha ou sobre como "cagar na saída"
Particularmente, votei em Max Filho as duas eleições em que ele participou e que o levaram à prefeitura. Na ocasião, representava o avaço em face ao atraso reinante na cena política municipal. E foi muito bom para a cidade tê-lo eleito. Iniciou-se uma verdadeira cruzada em favor da moralidade administrativa; dava a impressão de que Vila Velha havia entrado no século XXI. Tínhamos um prefeito. Mas as coias parecem ter saído de seu eixo. E atribuo um pouco disso à oposição canela-verde ao governo estadual. Ao contrário do que possam imaginar, leitores, não sou contra essa oposição. Acho,inclusive, que para o bem da disputa política no ES ela deve ser maior. É isso que eu esperoo com as vitórias do PT em Colatina, Cachoeiro do Itapemirim, Vitória e Cariacica. Mas acho que Max não deu conta de ser oposição sozinho. E pecou pela escolha de seu candidato. Às vezes me pergunto se a convenção que escolheu Dionízio Ruy sabia mesmo o que estava fazendo. Se por um lado não é fácil ser oposição sozinho, por outro o prefeito esqueceu-se disso e jogou fora todo o esforço de oito anos. E o pior: traiu quem nele confiou e quem depositava nele a esperança de lidernaça opositora... Falta de habilidade.
Mas agora, estamos nós aqui em Vila Velha, amargando as más escolhas do prefeito e no que elas resultam. Tudo está em obra. E cadê a guarda de trânsito? O centro está uma grande confusão e não se vê nenhum agente de trânsito. Quando vê, estão em bandos num cruzamento só. E os outros?
Você deve estar se preguntando, caro leitor, mas porque tanta indignação numa pessoa só? É que acabo de gastar quase 40 minutos do Aribiri até a Prainha, trajeto que normalmente gastaria 15. É demais!!!
É ou não é uma "cagada" na saída?
Sobre as eleições nos EUA.
Sem sombra de dúvidas, que as decisões tomadas pelo cargo de mais poderoso do mundo pode impactar diretamente em nossas vidas. Mesmo que não diretamente, mas só a apreensão que sentimos atualmente é um sinal deste impacto.
Então, analisando um pouco mais especificamente, os impactos das eleições para o Brasil e a América do Sul, observamos a quebra de um velho mito. A ilusão que existia no passado era de que os Republicanos (partido do Bush) eram melhores para o Brasil por serem mais dispostos a negociar. Entretanto, o ex presidente Clinton (que é Democrata) foi mais eficiente na liberação do comércio do que o Bush atual. Lembrem-se da merda que seria a ALCA para o Brasil (que foi barrada pelo presidente LULA), mas era um sinal de estreitamento de relações comerciais.
Na esfera diplomática, as boas relações devem continuar e o Brasil permanecerá para os americanos como liderança regional para ambos os candidatos. Entretanto, no campo econômico nenhum presidente, seja Democrata seja Republicano, melhorará substancialmente o cenário do comércio bilateral. A questão comercial é muito importante no Congresso americano e aí você tem o bloqueio do legislativo. O mecanismo decisório passa pelo Congresso e aí os parlamentares dificilmente têm disposição para abrir o mercado e desagradar sua base eleitoral.
O Brasil e a America latina não estão entre as prioridades dos EUA, e isso é uma má noticia para nós A prioridade é o Oriente Médio. A América Latina é uma região de baixa prioridade para os Estados Unidos. As políticas tanto de Democratas quanto de Republicanos tendem a ter consenso nesse sentido. Não vejo muito qual seria a grande mudança.
Bom, há rumores e conversas, pelo menos de campanha, que os subsídios dados pelo governo americano seriam cortados em relação aos produtos agropecuários, e isso inclui o etanol. A quantidade que o governo americano gasta é enorme, e poderá ser uma grande sobre para investir na liquidez do quase falido sistema financeiro americano. Isso é o que vejo de questão prática para o Brasil como uma grande oportunidade para nós.
O Candidato MacCain falou abertamente em corte de subsídios para o etanol americano e importação do brasileiro.
Enfim, axo que é um pouco disso.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Pérolas das eleições em marilândia Capítulo "n"
Então pessoal.
Como todos sabem, moro atualmente na capital do Espírito Santo onde estudo na UFES, e fico perambulando pelas ruas de Jardim da Penha. Em virtude disso, fiquei afastado de grande parte da campanha eleitoral do ultimo pleito que consagrou a coelhada!
Enfim, que chega aos meus ouvidos mais uma do folclore político (que nao que dizer verdade) de minha cidade.
A promessa era de que se eleito, determinado candidato colocaria internet “Manga Larga” via satélite para todo o município.
Talvez não seria BANDA LARGA???
Enfim, a piada é sem graça, mas o registro não poderia deixar de passar.
Em Marilândia, falta de defensores atrasa processos e intimações
Serra. Microsoft e um acordo genial
Nada se cria, tudo se copia.Pegando um gancho nas eleições de São Paulo, reproduzo um post interessante da galera do blog FUTEPOCA (futebol, política e cachaça), que por sinal é um dos melhores blogs que acesso. um calderão super inteligente e concilia 3 das 4 coisas que mais gosto. é uma pena que não falam de mulher.
Se bem que mulher, devido a suas especificidades, é pra se comentar em um blog separado
O governador José Serra e a gigante com instintos monopolistas Microsoft fecharam um ótimo acordo ontem, um exemplo de sagacidade e inteligência do presidenciável tucano. A empresa estadunidense vai disponibilizar, por meio de um site do governo estadual, um serviço e-mail grátis semelhante ao seu Hotmail, com a expectativa de abrir 5,5 milhões de contas para alunos e professores da rede estadual de ensino. Assim, poderão ser feitas contas de e-mail do tipo "numseiquelá@professor.sp.gov.br" e outros, sendo que a caixa de mensagens terá os mesmos 5 Gbytes para armazenamento do Hotmail.
O governo paulista diz que, caso a Microsoft não fosse tão caridosa, gastaria R$ 5 milhões para oferecer tal serviço. Como lembra Sérgio Amadeu , portais como o Hotmail vive de visitantes únicos e acessos, além de anúncios e links patrocinados. Nesse caso, não é a empresa que faz uma doação, mas sim Serra que está “doando” mais de cinco milhões de visitantes para o portal, além de milhões de acessos por mês. Quanto isso representará em ganhos para a Microsoft?
Mas, se era o caso de contratar empresas para fazer tal serviço, será que o Google, que oferece o Gmail com 7 Gbytes de armazenamento, ou o Yahoo, que tem caixa de mensagens com capacidade ilimitada, foram consultados ou instados a fazer tal “doação”?
Mas não se pode falar de Serra sem citar também o prefeito Gilberto Kassab. A administração municipal também firmou um protocolo com a Microsoft em outubro do ano passado, no qual a empresa cedeu licenças de software para os novos telecentros. Claro que, para fazer a atualização, a prefeitura no futuro terá de pagar, além de ser obrigada a gastar com o necessário incremento na configuração dos computadores.
Só pra lembrar, quando a prefeitura implantou o Plano de Inclusão Digital e fez os Telecentros à época da gestão Marta Suplicy, a opção pelo Software Livre foi feita não somente pela redução de custos, mas também pelo combate à tendência monopolista do mercado de softwares. Kassab e Serra deram um passo atrás e ajudaram a Microsoft a expandir seu domínio.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Crise americana por analogia II
domingo, 12 de outubro de 2008
O dia em que Hayek chorou
Por Gilson Caroni Filho
Aos que vislumbravam um descompasso entre “o empreendorismo” que crescia por seus méritos e um Estado falido, ainda iludido com seu gigantismo, cabe uma pergunta. Quem terminou falindo e a qual instância pediu socorro?
Quando o presidente George Bush, em seu "discurso à Nação", afirmou que uma crise financeira ameaçava a economia dos Estados Unidos, um espectro rondou o mundo de certezas da banca. No momento em que saíram notícias, ainda não confirmadas até a hora em que concluímos esse artigo, de que democratas e republicanos aprovaram um pacote que garante US$ 700 bilhões em ajuda ao mercado financeiro, sua forma ficou mais nítida, definida: vagando perdido estava o fundamentalismo neoliberal que tanto se empenhou em desacreditar qualquer forma de regulação da economia.
Um pensamento político e econômico que, como fundamento ideológico da fantasia do livre mercado, fingiu acreditar que apresentava o produto final de uma engenharia irretocável, quando nunca passou de uma utopia autoritária.
Convém reler John Gray em seu magnífico livro “Falso amanhecer: os equívocos do capitalismo global": "mercados controlados são norma em qualquer sociedade, ao passo que os mercados livres são produtos de estratagemas, planos e coerção política (...), se” capitalismo" que dizer ” livre mercado", então nenhuma visão é mais ilusória do que a crença de que o futuro reside no " capitalismo democrático.
Estamos assistindo ao ocaso de velhos credos. Uma racionalidade crescente que traria com ela a desregulamentação da economia, a supressão de subsídios, a redução das despesas de segurança social e o desmantelamento do poder sindical. Tudo isso, acompanhado de um Estado incapaz de operar mecanismos de redistribuição, posto que tornado mero apêndice jurídico de normas elementares de troca. Eis o paraíso perdido na data em que as Bolsas voltaram a apresentar otimismo. Em síntese, 25 de setembro de 2008, entra para a história como “o dia em que Hayek chorou”. A "mão invisível" mostrou a plenitude de sua deformação no capitalismo desordenado.
E agora? Como ficam aqueles que afirmavam não haver dúvidas sobre o fato de que seriam os agentes de mercado os demiurgos do ciclo de crescimento sem sobressaltos? Que não haveria lugar para a política em um mundo de empreendedores que, obedecendo a expectativas racionais, e se deixando guiar pela satisfação de seus instintos levariam a humanidade à terra prometida.
Aos que vislumbravam um descompasso entre “o empreendorismo” que crescia por seus méritos e um Estado falido, ainda iludido com seu gigantismo, cabe uma pergunta. Quem terminou falindo e a qual instância pediu socorro?
Não procurem pelas cabeças coroadas do governo tucano, nem muito menos pelos seus porta-vozes na imprensa. Com os rostos lívidos de terror, choram com Hayek. Não só a perda do Éden, mas a assustadora constatação de que, sem a roupagem ideológica, ele nada mais é que o “Estado de Natureza" de Hobbes. Um espaço encantado onde a margem de lucro é assegurada pela aniquilação do outro. Um pesadelo do qual só se sai pelas seguras mãos do Estado.
Espera-se que a direita periférica tenha ao menos o cuidado de burilar o discurso do recuo inevitável. Sem os factóides da imprensa que lhe ampara e, muito menos, sem o pretorianismo togado a que aderiu sem pudor. É hora de aprender com o luto. Ao menos uma vez.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Os desafios do novo prefeito de Marilândia

Então companheiros.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Fudeu!!!! perdeu a graça agora
então galera.
Sou totalmente contrário a este filtro.
afinal, toda inspiração e espontaneidade pode ser tolhida com esta brincadeira...
Segue ai o link para apreciação:
http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/minuto_a_minuto/internacional/materia.php&cd_matia=23735
Sobre o resultado das eleições em Marilândia
Primeiramente, desejo um grande parabéns a todos os 4.605 eleitores que assim como eu acreditaram na possibilidade de ver em Geder Camata e Paulinho a esperança de ter um futuro para a administração de nossa cidade.
Vejo estas eleições como um marco na nossa breve história política pelos seguintes motivos:
Foi provado através de uma votação consagradora, que dinheiro não significa êxito no resultado final. Provamos isso, pela campanha honesta e simples que a caravana “Renovar é Preciso” fez. Fomos vitoriosos sem compra de votos, sem promover uma histeria através do terror, não fazendo uso da máquina pública, não intimidando as pessoas, enfim, uma enorme lista de práticas autoritárias que sempre estiveram presentes ao longo de nossa história, como bem lembrou nosso tenente Jonas quando fez seu discurso no domingo da vitória.
O povo de Marilândia demonstrou que é possível fazer uma campanha limpa, e além de tudo, continuar acreditando na política como uma esfera necessária de resolução dos problemas da coletividade e condenando aqueles que considerou que não corresponderam as expectativas criadas ao longo dos tempos.
Bom, não posso deixar de contar que a vitória da caravana “Renovar é Preciso” é também resultado em boa medida, da forma como a administração atual conduziu nossa prefeitura, gerando grande insatisfação entre o povo, destacando a tese que já venho dizendo há um bom tempo, de que o voto em Geder é também um voto de reprovação à equipe liderada por Osmar Passamani.
O atual prefeito deixou a campanha correr solta. Achou que a eleição já estava ganha e festejaram a vitória antes da hora. Enquanto isso os coelhos investiram pesado na estrutura, na campanha profissional. Sem dúvidas, a campanha de Osmar nos desprezou como adversários pelos seguintes fatores: um porque estava com a rejeição nas alturas (como apontado na pesquisa, muito séria por sinal, realizada por nosso grupo que foi impedida de ser divulgada por Osmar), o outro porque Osmar jamais parecia acreditar no crescimento de Geder.
O atual prefeito não apresentou nenhum programa de governo para os próximos anos, ficando preso nas realizações do passado, não demonstrando “visão de futuro”.
Observamos também o desejo de mudança em nossa cidade. É bem provável que isso contou bastante. O revezamento entre Milanezi e Osmar cansou Marilândia, que resolveu romper com o passado.
Estas eleições ficaram marcadas também pelo fato de que a política é resolvida de acordo com a agenda local, não sendo definida por questões externas. Osmar tirou fotos com o Governador, com deputados, senadores e tudo o que tinha direito, e disso nada valeu. O apoio externo é super importante, mas não define o resultado das eleições.
É de se ressaltar que o governador em suas primeiras declarações após os resultados destas eleições, destacou que buscará o diálogo com os novos prefeitos eleitos, no sentido de se continuar a trajetória encaminhada por ele. Para bom entendedor, isso quer dizer que não ficaremos isolados do executivo estadual como nossos adversários vinham dizem e espalhando o terror pela cidade.
Enfim, estes pontos são para começo de conversa.
Outro dia, se der tempo, comento um pouco sobre as incongruências de nosso sistema político, como observado nesta eleição de vereadores, onde por exemplo o caso do candidato Alexandre Drago, que “ganhou mas não levou”.
Abração a tod@s
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
VERÍSSIMO MANDANDO BEM
ah, e pra variar hj é quarta feira, 23:30 da noite e estou bebado depois de muitas doses de absolut, duas de jhonnie walker, uma pinga do zé tamba e meia dúzia de latinhas aqui na casa do Geraldo.
Hoje, existem pilulas milagrosas, mas eu ainda sou
do tempo das grandes ressacas.
As bebedeiras de antigamente eram mais dignas,
porque voce as tomava sabendo que no dia seguinte estaria no inferno.
Alem de saude era preciso coragem.
As novas geracoes nao conhecem ressaca, o que talvez
explique a falencia dos velhos valores.
A ressaca era a prova de que a retribuicao divina existe e que nenhum
prazer ficaria sem castigo.
Cada porre era um desafio ao ceu e as suas furias. E elas vinham: Nausea,
Azia, Dor de Cabeca, Duvidas Existenciais, golfadas.
Hoje, as bebedeiras nao tem a mesma grandeza. Sao inconsequentes,
literalmente.
Nao e que eu fosse um bebado, mas me lembro de todos os sabados de minha adolescencia como uma luta desigual entre a cuba-libre e o meu instinto de auto preservacao.
A cuba-libre ganhava sempre...
Ja dos domingos me lembro muito pouco, salvo a tontura e o desejo de morte.
Jurava que nunca mais ia beber, mas, antes dos trinta, "nunca mais" dura
pouco.
Ou entao o proximo sabado custava tanto a chegar que parecia mesmo uma
eternidade.
Nao sei o que a cuba-libre fez com meu organismo, mas ate hoje quando vejo uma garrafa de rum os dedos do meu pe encolhem.
Tentava-se de tudo para evitar a ressaca. Eu preferia um Alka-Seltzer e duas aspirinas antes de dormir. Mas no estado em que chegava, nem sempre conseguia completar a operacao. As vezes dissolvia as aspirinas num copo de agua, engolia o Alka-Seltzer e ia borbulhando para a cama, quando encontrava a cama. Mas os metodos variavam.
Por exemplo:
Um calice de azeite antes de comecar a beber - O estomago se revoltava, voce ficava doente e desistia de beber.
Tomar um copo de agua entre cada copo de bebida - O dificil era manter a regularidade. A certa altura, voce comecava a misturar a agua com a bebida,e em proporcoes cada vez menores. Depois,
passava a pedir um copo de outra bebida entre cada copo de bebida.
Suco de tomate, limao, molho ingles, sal e pimenta ?
Para ser tomado no dia seguinte, de jejum. Adicionando vodka ficava um bloody-mary, mas isto era para mais tarde um pouco. Sumo de uma batata, sementes de girassol e folhas de gelatina verde dissolvidas em querosene
- Misturava-se tudo num prato pires forrado com velhos cartoes do sabonete
Eucalol. Embebia-se um algodao na testa e deitava-se com os pes da ilha de
Pascoa. Ficava-se imovel durante tres dias, no fim dos quais o tempo ja teria curado a
ressaca de qualquer maneira.
Uma cerveja bem gelada na hora de acordar - Por alguma razao o metodo mais
popular.
Canja - Acreditava-se que uma boa canja de galinha de madrugada resolveria
qualquer problema. Era preciso especificar que a canja era para tomar, no
entanto, muitos mergulhavam o rosto no prato e tinham de ser socorridos
as pressas antes do afogamento.
Minha experiencia maior era com a cuba-libre, mas conheco outros tipos de
ressaca, pelo menos de ouvir falar:
Voce sabia que o uisque escoces que tomara na noite anterior era Paraguaio
quando acordava se sentindo como uma harpa guarani.
Quando a bebedeira com uisque falsificado era muito grande, voce acordava se sentindo como uma harpa guarani e no deposito de instrumentos da boate Catito's em Assuncao.
A pior ressaca era de gim. Na manha seguinte, voce nao conseguia abrir os dois olhos ao mesmo tempo. Abria um e quando abria o outro, o primeiro se fechava. Ficava com o ouvido tao agucado que ouvia ate os sinos da catedral de Sao Pedro, em Roma.
Ressaca de martini doce (essa foi a minha primeira):
voce ia se levantar da cama e escorria para o chao como oleo. Pior e que voce chamava a sua mae, ela entrava correndo no quarto, escorregava em voce e deslocava a bacia.
Ressaca de vinho (essa eu ja perdi as contas). Pior era a sede. Voce se arrastava ate a cozinha, tentava alcancar a garrafa de agua e puxava todo o conteudo a geladeira em cima de voce. Era descoberto na manha seguinte imobilizado por hortigranjeiros e laticinios e mastigando um chuchu para alcancar a umidade. Era deserdado na hora.
Ressaca de cachaca (essa entao, e melhor eu nem comentar). Voce acordava sem saber como, de pe num canto do quarto.
Levava meia hora para chegar ate a cama porque se esquecera como se caminhava:
era pe ante pe ou mao ante mao? Quando conseguia se deitar, tinha a
sensacao que deixara as duas orelhas e uma clavicula no canto. Olhava para
cima e via que aquela mancha com uma forma vagamente humana no teto que finalmente se definira.
Era o Peter Pan e estava piscando para voce.
Ressaca de licor de ovos. Um dos poucos casos em que
a lei brasileira permite a eutanasia.
Ressaca de conhaque. Voce acordava lucido. Tinha, de repente, resposta para todos os enigmas do universo. A chave de tudo estava no seu cerebro. Devia ser por isso que aqueles homenzinhos estavam tentando arrombar a sua caixa craniana.
Voce sabia que era alucinacao, mas por via das duvidas, quando ouvia falar em dinamite, saltava da cama ligeiro.
Hoje nao existe mais isto As pessoas bebem, bebem e nao acontece nada.
LUIS FERNANDO VER'ISSIMO
ah, e amanhã, as 7:00 da manhã, estarei bonzinho revisando meu roteiro de coleta de dados para a atividade de estágio e depois as 9:00 no metrópolis prestigiando o debate com meus amigos Mauro e Fernando sem nenhuma ressaca.
F-Mais Uma, Raikkonen turbinado!
A Fórmula-1 está às portas de um acontecimento histórico. No próximo final de semana, será disputada a primeira prova noturna da história da categoria. O palco da competição será Cingapura, ilha-estado espremida entre as gigantes Malásia e Indonésia, no Sudeste Asiático. Corridas disputadas à noite não chegam a ser novidade. Pilotos da MotoGP, Nascar e F-Indy já experimentaram a sensação de acelerar sob os efeitos da iluminação artificial. Mas, de toda a forma, será interessante ver Felipe Massa, Lewis Hamilton & Cia rasgando a noite asiática a 300 quilômetros por hora.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Frente fria instalada no Estado traz chuva e queda de temperatura

Pois bem, eu que não faço questão do sol mesmo, tô achando a maior graça desse tempo aqui no ES.
Já estamos uma semana sem ver direito a cara do desgraçado sol....
E pelo jeito vamos continuar até mais alguns dias.
É verdade que estes dias nublados me fazem mais triste e carente.
Mas também é super bom para estudar, e quando se há tempo de sobra, ver TV debaixo dos cobertores, fazer cafuné no seu cachorro, tomar chocolate quente no meio da tarde, ler todos os livros que vão se amontoando na cabeceira entre tantas coisa mais, e é claro, com ou sem tempo, ter uma boa cia feminina ao lado, que por sinal hj não é coisa nada fácil, mas que estou "desenvolvendo uma aproximação" (correndo atrás) por sinal....
Enfim. segue a notícia que ví agora... no Folha Vitoria.
23/09/2008 às 15h33 - Atualizado em 23/09/2008 às 15h39
Mesmo com o início da primavera os capixabas vão ter que permanecer com os casacos e guarda-chuvas a postos. Isso porque uma frente fria se instalou no Espírito Santo nesta terça-feira (23) com previsão de chuva fraca e moderada à tarde e durante à noite. A temperatura já está em declínio, registrando máxima de 24ºC na capital capixaba. E para quem pensa que o final de semana será de sol, se engana. Segundo informações do Instituto Climatempo, esta frente fria se despede na próxima sexta-feira (26) e uma nova vai se instalar no sábado, com previsão de chuva e mais queda de temperatura durante todo o final de semana.
De acordo com o meteorologista do Climatempo, Marcelo Pinheiro, a frente fria instalada no Estado começa a se despedir nesta quinta-feira (25), indo em direção ao sul da Bahia. “Mesmo com a saída da massa de ar frio a entrada de umidade marítima deixa o céu com muitas nuvens e ainda com condições de chuva na quarta-feira, quinta-feira e na sexta-feira”.
Para a tristeza dos capixabas que aguardam um final de semana com sol, o meteorologista informou que uma outra frente fria está se organizando entre os estados de Goiás, Rio de Janeiro e Minas Gerais chegando ao Espírito Santo no final de semana. “A manhã do sábado será de sol tímido, mas à tarde e à noite a previsão é de chuva”. A partir de segunda-feira (29), mesmo entre nuvens, o sol começa a brilhar no Estado novamente.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Aprovação de Lula é recorde em série de pesquisa CNT/Sensus
Pois é galera.A crise americana por analogia

Explicando a crise americana derivada da subprime... por uma analogia simples.
Entender a crise não é fácil (vide as tentativas de David Leonhardt, em um excelente artigo para o NYT).
Mas permitam-me oferecer um similar nacional, pesquisado pelo nosso intrépido correspondente Osto Craudiley.
É assim: o seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveisdo banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS, PQP ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (mas que são as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência.
E toda a cadeia'sifu'.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Sobre Pesquisas Eleitorais
Estava e ainda estou meio ocupado com a seleção do mestrado.
Hoje terminei o projeto e reuni todos os documentos para enviar para Viçosa. Agora é aguardar o resultado da primeira fase e aguardar que me chamem para fazer a prova teórica e entrevista.
Se o blog continuar inativo, é porque estou estudando para o Mestrado, e isso consome todo meu tempo e mais que isso, a inspiração.
Enfim, Em épocas de eleições sempre rola polêmicas quanto a divulgação das pesquisas de opinião que buscam medir as intenções de voto
Sou cientista social, isso não quer dizer nada, mas vou tentar pelo menos colocar a discussão que rola na academia sobre as pesquisas eleitorais.
Em grandes linhas, o debate sobre a regulação das pesquisas desdobra-se em duas principais dimensões. A primeira delas relaciona-se ao significado político da opinião pública. A defesa da livre divulgação de prévias eleitorais tem como principal argumento o direito básico à informação e ao conhecimento pelos eleitores do movimento das forças políticas durante a campanha. Esse argumento reconhece a opinião pública como um importante agente político das sociedades democráticas, que intervém e regula as instituições e que expressa a autonomia dos indivíduos na sua relação com o sistema político. Dessa forma, quando são apropriadamente realizadas e utilizadas pelos meios de comunicação, as pesquisas têm um papel significativo na dinâmica da democracia e constituição dos poderes.
Por outro lado, para os que são contrários à divulgação das pesquisas, o argumento central reside em considerar a opinião pública um espaço sem autonomia, que não expressa uma sociedade articulada em interesses, resumindo-se à expressão de indivíduos atomizados, facilmente manipuláveis pelos agentes do jogo político. Em linhas gerais, afirma-se que a dinâmica democrática da sociedade de massas deve constituir suas bases de legitimidade em estruturas mais sólidas do que os efeitos promovidas por informações de momento, que conduzem os cidadãos a atitude meramente reativas nos processos políticos. Nesse sentido, como fontes de informação dos eleitores, os resultados das pesquisas exerceriam uma influencia indevida nas eleições, dadas as possibilidades de erros e de manipulação (que é muito diferente de fraudar) das informações pelos agentes do jogo político.
A segunda dimensão da polemica sobre as pesquisas diz respeito ao impacto das informações sobre o processo de decisão do eleitor. Não parece haver dúvida quanto ao fato de que os resultados das pesquisas exercerem algum tipo de efeito sobre a decisão de voto. A absorção dos resultados pelos agentes de socialização e intermediários culturais que realizam a inclusão do eleitorado na esfera da disputa política, sobretudo os meios de comunicação, torna praticamente impossível que as prévias eleitorais não sejam somadas ao amplo conjunto de informações que orientam as preferências dos cidadãos. A discussão reside, portanto, na intensidade do efeito das pesquisas e aqueles que defendem as restrições de divulgação têm a seu favor uma extensa produção bibliográfica que aponta o real impacto das predições eleitorais sobre o comportamento do eleitor.
A tese mais freqüente baseia-se na idéia de que sua divulgação conduz parte significativa do eleitorado a votar no candidato que à frente nas pesquisas, contaminando que está a frente nas pesquisas, contaminando a opinião pública e distorcendo o curso natural dos resultados. Essa hipótese de influência denominada bandwagon effect (uma metáfora que faz alusão ao vagão de circo que conduz a banda, colocado sempre à frente da caravana) afirma que os resultados das prévias eleitorais colocam uma pressão social sobre os eleitores indecisos, que são conduzidos a votar no candidato apresentado com chances de vitória.
As hipóteses da influência abordam ainda outros efeitos da percepção das informações das pesquisas pelo eleitor, como a hipótese do inderdog effect, que define, a tendência do voto no candidato que está em último lugar, e a hipótese do voto estratégico (o voto útil), que resulta do cálculo das chances de evitar uma maioria específica e define o voto do eleitor em uma segunda opção.
Por outro lado, alguns estudos têm mostrado que os efeitos do conhecimento pelo eleitorado de resultados de pesquisas eleitorais têm um impacto menor sobre o processo de decisão do voto. Esses estudos apontam que esse impacto é dependente de situações específicas do jogo político, e ocorrem em geral quando as situações de disputa eleitoral são acirradas. Além disso, a influência das pesquisas depende em parte do grau de confiabilidade estabelecida no contexto das campanhas políticas.
No caso brasileiro, alguns estudos sobre o papel das pesquisas nas campanhas indicam que há uma superestimação do voto. Análises realizadas sobre as eleições presidenciais de 1989 e 1994 indicam que seu papel foi limitado, e que as fontes interpessoais e a propaganda televisiva, notícias e debates, foram meios muito mais poderosos de influência potencial sobre a decisão eleitoral. Os estudos mostram ainda que as pesquisas não figuravam como principal meio de informação política, e detinha razoável desconfiança e indiferença de parcelas consideráveis do eleitorado quanto aos resultados divulgados (se alguém quiser ter acesso às pesquisas, me peçam as referências que lhes envio).
Frente a todas essas questões que discutimos em nossas aulas, minha opinião é de que há uma grande dificuldade em dimensionar o impacto de meios de informação política sobre o processo de escolha política em contextos complexos, sendo isso, um dos pontos que alimentam a polemica da regulação das pesquisas. Os resultados não são consumidos de forma pura, interagem com a mídia e produzem a partir daí, uma realidade específica sobre o jogo político. Eu pessoalmente, não tenho nenhuma dúvida que uma pesquisa eleitoral, realizada da maneira correta, expressa a real intenção de voto daquele presente momento. Estamos falando de ciência, e também estamos sujeitos as suas manipulações pelos homens. A legislação prevê que as pesquisas sejam registradas no Tribunal Eleitoral, com informações indo desde a origem dos recursos, informações sobre metodologia, período de realização, questionário, até o plano amostral, que é elaborado de uma forma científica e exata.