pra quem não conheçe, segue o vídeo abaixo.
o exemplo é válido para mostrar como é o trabalho sistemático e metódico dos ciêntistas.
Aproveitem.
Por meio deste blog busco expressar um pouco de minhas opiniões juntando tudo com uma boa dose de questionamento e humor por esse mundão ai. e em especial não posso deixar de dar meus comentários sobre minha Marilândia.
Quarta Feira de Cinzas, eu aqui em casa programando o trabalho para amanhã e meditando sobre minha performance no carnaval, e ainda sobrou tempo pra pensar em alguns pontos:
Se vc pesquisar algumas obras de sociólogos e filósofos de algum tempo atrás, coisa de décadas, poderá perceber que as expectativas sobre o destino do capitalismo é mais ou menos esta:
Com o capitalismo o distanciamento das classes sociais é inevitável e infelizmente tende cada vez mais a aumentar. Desprovidos de oportunidades, o número de excluídos aumenta perigosamente. Eles serão completamente marginalizados e esquecidos dos donos do poder . Produzem coisas que não tem sequer condições de comprar e que só servem aos burgueses.
O carnaval brasileiro principalmente em seus principais pontos não foge a esta regra. Uma grandiosa festa onde a grande massa serve apenas de mão de obra barata, para o conforto e diversão de uma pequena elite.
A Marquês de Sapucaí é o maior exemplo: Os melhores lugares custando centenas de reais, os camarotes milhares, Os poucos lugares populares e ainda assim caros isolam os menos favorecidos na concentração e dispersão. Uma cena que mostra a verdadeira face da Marquês de Sapucaí no domingo e na segunda: Pessoas não fantasiadas mais sim uniformizadas, carregando não o estandarte da escola mais sim uma vassoura. Entre uma varrida e outra sambam na rabeira das Escolas. Enquanto recebe aplausos, por uma cambada de hipócritas que dominam as cadeiras de pista.
E pensar que já foi a festa da inversão, onde o do morro desfilava na avenida de asfalto e o do asfalto se pendurava no alto da arquibancada.
Dizem que em Salvador os negros representam 80% da população. Mas pelas tomadas que vi na TV do carnaval as pessoas pareciam oriundas da festa do chop de Blumenau. Por acaso os negros baianos se escondem no carnaval, ou existe algum tipo de campanha querendo mostrar uma Bahia branca?
Num programa chamado Lual da MTV gravado na Bahia, o quadro era o mesmo 90% dos participantes da platéia eram brancos. Os verdadeiros blocos folclóricos da Bahia com Ilê, filhos de Gandhi, as escolas de samba de Salvador não participam mais do carnaval?
Outra coisa inacreditável que li nos jornais é que artistas Pop's, roqueiros invadiram o carnaval de Salvador inclusive cantando suas músicas nos Trios, é realmente verdade?
Falaram de um trio que mistura ritmos de blocos afros, com música eletrônica procede esta informação?
Galera.
Bom, pensem o que quiser, quem me conhece sabe que não curto essa onda, mas que a noticia é interessante, isso eu garanto que sim.
Ou vocês meus caros leitores acham que não?
saiu no site do Globo Rural.
Sem sombra de dúvidas, que as decisões tomadas pelo cargo de mais poderoso do mundo pode impactar diretamente em nossas vidas. Mesmo que não diretamente, mas só a apreensão que sentimos atualmente é um sinal deste impacto.
Então, analisando um pouco mais especificamente, os impactos das eleições para o Brasil e a América do Sul, observamos a quebra de um velho mito. A ilusão que existia no passado era de que os Republicanos (partido do Bush) eram melhores para o Brasil por serem mais dispostos a negociar. Entretanto, o ex presidente Clinton (que é Democrata) foi mais eficiente na liberação do comércio do que o Bush atual. Lembrem-se da merda que seria a ALCA para o Brasil (que foi barrada pelo presidente LULA), mas era um sinal de estreitamento de relações comerciais.
Na esfera diplomática, as boas relações devem continuar e o Brasil permanecerá para os americanos como liderança regional para ambos os candidatos. Entretanto, no campo econômico nenhum presidente, seja Democrata seja Republicano, melhorará substancialmente o cenário do comércio bilateral. A questão comercial é muito importante no Congresso americano e aí você tem o bloqueio do legislativo. O mecanismo decisório passa pelo Congresso e aí os parlamentares dificilmente têm disposição para abrir o mercado e desagradar sua base eleitoral.
O Brasil e a America latina não estão entre as prioridades dos EUA, e isso é uma má noticia para nós A prioridade é o Oriente Médio. A América Latina é uma região de baixa prioridade para os Estados Unidos. As políticas tanto de Democratas quanto de Republicanos tendem a ter consenso nesse sentido. Não vejo muito qual seria a grande mudança.
Bom, há rumores e conversas, pelo menos de campanha, que os subsídios dados pelo governo americano seriam cortados em relação aos produtos agropecuários, e isso inclui o etanol. A quantidade que o governo americano gasta é enorme, e poderá ser uma grande sobre para investir na liquidez do quase falido sistema financeiro americano. Isso é o que vejo de questão prática para o Brasil como uma grande oportunidade para nós.
O Candidato MacCain falou abertamente em corte de subsídios para o etanol americano e importação do brasileiro.
Enfim, axo que é um pouco disso.
Então pessoal.
Como todos sabem, moro atualmente na capital do Espírito Santo onde estudo na UFES, e fico perambulando pelas ruas de Jardim da Penha. Em virtude disso, fiquei afastado de grande parte da campanha eleitoral do ultimo pleito que consagrou a coelhada!
Enfim, que chega aos meus ouvidos mais uma do folclore político (que nao que dizer verdade) de minha cidade.
A promessa era de que se eleito, determinado candidato colocaria internet “Manga Larga” via satélite para todo o município.
Talvez não seria BANDA LARGA???
Enfim, a piada é sem graça, mas o registro não poderia deixar de passar.
Nada se cria, tudo se copia.Pegando um gancho nas eleições de São Paulo, reproduzo um post interessante da galera do blog FUTEPOCA (futebol, política e cachaça), que por sinal é um dos melhores blogs que acesso. um calderão super inteligente e concilia 3 das 4 coisas que mais gosto. é uma pena que não falam de mulher.
Se bem que mulher, devido a suas especificidades, é pra se comentar em um blog separado
O governador José Serra e a gigante com instintos monopolistas Microsoft fecharam um ótimo acordo ontem, um exemplo de sagacidade e inteligência do presidenciável tucano. A empresa estadunidense vai disponibilizar, por meio de um site do governo estadual, um serviço e-mail grátis semelhante ao seu Hotmail, com a expectativa de abrir 5,5 milhões de contas para alunos e professores da rede estadual de ensino. Assim, poderão ser feitas contas de e-mail do tipo "numseiquelá@professor.sp.gov.br" e outros, sendo que a caixa de mensagens terá os mesmos 5 Gbytes para armazenamento do Hotmail.
O governo paulista diz que, caso a Microsoft não fosse tão caridosa, gastaria R$ 5 milhões para oferecer tal serviço. Como lembra Sérgio Amadeu , portais como o Hotmail vive de visitantes únicos e acessos, além de anúncios e links patrocinados. Nesse caso, não é a empresa que faz uma doação, mas sim Serra que está “doando” mais de cinco milhões de visitantes para o portal, além de milhões de acessos por mês. Quanto isso representará em ganhos para a Microsoft?
Mas, se era o caso de contratar empresas para fazer tal serviço, será que o Google, que oferece o Gmail com 7 Gbytes de armazenamento, ou o Yahoo, que tem caixa de mensagens com capacidade ilimitada, foram consultados ou instados a fazer tal “doação”?
Mas não se pode falar de Serra sem citar também o prefeito Gilberto Kassab. A administração municipal também firmou um protocolo com a Microsoft em outubro do ano passado, no qual a empresa cedeu licenças de software para os novos telecentros. Claro que, para fazer a atualização, a prefeitura no futuro terá de pagar, além de ser obrigada a gastar com o necessário incremento na configuração dos computadores.
Só pra lembrar, quando a prefeitura implantou o Plano de Inclusão Digital e fez os Telecentros à época da gestão Marta Suplicy, a opção pelo Software Livre foi feita não somente pela redução de custos, mas também pelo combate à tendência monopolista do mercado de softwares. Kassab e Serra deram um passo atrás e ajudaram a Microsoft a expandir seu domínio.
Por Gilson Caroni Filho
Aos que vislumbravam um descompasso entre “o empreendorismo” que crescia por seus méritos e um Estado falido, ainda iludido com seu gigantismo, cabe uma pergunta. Quem terminou falindo e a qual instância pediu socorro?
Quando o presidente George Bush, em seu "discurso à Nação", afirmou que uma crise financeira ameaçava a economia dos Estados Unidos, um espectro rondou o mundo de certezas da banca. No momento em que saíram notícias, ainda não confirmadas até a hora em que concluímos esse artigo, de que democratas e republicanos aprovaram um pacote que garante US$ 700 bilhões em ajuda ao mercado financeiro, sua forma ficou mais nítida, definida: vagando perdido estava o fundamentalismo neoliberal que tanto se empenhou em desacreditar qualquer forma de regulação da economia.
Um pensamento político e econômico que, como fundamento ideológico da fantasia do livre mercado, fingiu acreditar que apresentava o produto final de uma engenharia irretocável, quando nunca passou de uma utopia autoritária.
Convém reler John Gray em seu magnífico livro “Falso amanhecer: os equívocos do capitalismo global": "mercados controlados são norma em qualquer sociedade, ao passo que os mercados livres são produtos de estratagemas, planos e coerção política (...), se” capitalismo" que dizer ” livre mercado", então nenhuma visão é mais ilusória do que a crença de que o futuro reside no " capitalismo democrático.
Estamos assistindo ao ocaso de velhos credos. Uma racionalidade crescente que traria com ela a desregulamentação da economia, a supressão de subsídios, a redução das despesas de segurança social e o desmantelamento do poder sindical. Tudo isso, acompanhado de um Estado incapaz de operar mecanismos de redistribuição, posto que tornado mero apêndice jurídico de normas elementares de troca. Eis o paraíso perdido na data em que as Bolsas voltaram a apresentar otimismo. Em síntese, 25 de setembro de 2008, entra para a história como “o dia em que Hayek chorou”. A "mão invisível" mostrou a plenitude de sua deformação no capitalismo desordenado.
E agora? Como ficam aqueles que afirmavam não haver dúvidas sobre o fato de que seriam os agentes de mercado os demiurgos do ciclo de crescimento sem sobressaltos? Que não haveria lugar para a política em um mundo de empreendedores que, obedecendo a expectativas racionais, e se deixando guiar pela satisfação de seus instintos levariam a humanidade à terra prometida.
Aos que vislumbravam um descompasso entre “o empreendorismo” que crescia por seus méritos e um Estado falido, ainda iludido com seu gigantismo, cabe uma pergunta. Quem terminou falindo e a qual instância pediu socorro?
Não procurem pelas cabeças coroadas do governo tucano, nem muito menos pelos seus porta-vozes na imprensa. Com os rostos lívidos de terror, choram com Hayek. Não só a perda do Éden, mas a assustadora constatação de que, sem a roupagem ideológica, ele nada mais é que o “Estado de Natureza" de Hobbes. Um espaço encantado onde a margem de lucro é assegurada pela aniquilação do outro. Um pesadelo do qual só se sai pelas seguras mãos do Estado.
Espera-se que a direita periférica tenha ao menos o cuidado de burilar o discurso do recuo inevitável. Sem os factóides da imprensa que lhe ampara e, muito menos, sem o pretorianismo togado a que aderiu sem pudor. É hora de aprender com o luto. Ao menos uma vez.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa
