Por meio deste blog busco expressar um pouco de minhas opiniões juntando tudo com uma boa dose de questionamento e humor por esse mundão ai. e em especial não posso deixar de dar meus comentários sobre minha Marilândia.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
A história do vereador que não teve voto
A história remete à outra ocorrida também no Piauí. Em junho a cidade de Pau D' Arco do Piauí empossou a Carmem Lúcia Portela Santos (PSB) como vereadora, mesmo tendo recebido apenas um voto. Ela obteve a vaga em função da cassação do mandato do vereador Miguel Abreu do Nascimento, também por infidelidade partidária - foi eleito pelo PSDB e migrou para o PC do B.
Carmem também ficou célebre por questionar o fato do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter computado somente um voto para ela, apesar do seu marido ter garantido que lhe prestigiou na urna. "Ele me assegura que votou em mim. Meu marido é um homem que já tem até mestrado em medicina veterinária pela Universidade Federal do Piauí, é um homem culto, e não consigo entender porque não saíram, pelo menos, a certeza desses dois votos, o meu e o dele."Seria uma outra versão de “infidelidade partidária”?
As cassações ocorreram por causa da decisão do TSE que deliberou que os mandatos obtidos nas eleições pelo sistema proporcional (deputados estaduais, federais e vereadores) pertencem aos partidos políticos e/ou às coligações e não aos candidatos eleitos. Até maio, 368 vereadores já haviam sido cassados.
Outro caso curioso do Piauí ocorreu em Barro Duro. O vereador Nonatinho também foi cassado por ter trocado de partido, mas a dúvida era sobre quem assumiria o lugar dele, o primeiro suplente do partido ou da coligação. Isso porque os suplentes do seu partido, o PSDB, também foram para outras agremiações. O TRE decidiu que o cargo pertencia à coligação e o pastor Evandro (PTB) assumiu a vereança.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Projeto Cinema & Sociedade
Projeto Cinema & Sociedade
Ciclo: Horário Eleitoral – As Eleições no Cinema
Quintas-feiras, das 19 às 22h.
Local: CCHN/UFES
Público – Alvo: Estudantes de Ciências Sociais e público em geral.
Coordenador: Prof. Mauro Petersem Domingues (DCSO/UFES)
14/08 – “Intervalo Clandestino”, de Eryk Rocha (Brasil: 2006).
21/08 – “Primárias – Kennedy e as Eleições Presidenciais de 1960” (Primary), de Robert Drew (EUA: 1960).
28/08 – “Crise é o Nosso Negócio” (Our Brand is Crisis), de Rachel Boynton (EUA: 2005).
05/09 – “Entreatos”, de João Salles (Brasil: 2004).
12/09 – “O Voto é Secreto” (Raye Makhfi) de Babak Payami (Irã: 2001).
19/09 – “Eleição” (Election), de Alexander Payne (EUA: 1999).
26/09 – “Vocação do Poder”, de Eduardo Escorel e José Jofily (Brasil: 2005).
OBS.: Serão conferidos certificados de participação para os presentes aos filmes e debates.
Sinopse: O estado de espírito do povo brasileiro diante da realidade social e política do país. O documentário se desenvolve junto à população, no ritmo acelerado do cotidiano. A câmera circula pela malha urbana do Rio de Janeiro e capta uma atmosfera pré-eleitoral contraditória. Em meio ao caos cotidiano a atenção se volta para pessoas comuns de diversas profissões que, através de depoimentos e impressões, tecem comentários e reflexões sobre as perspectivas políticas do país.
Sinopse: “Crise é o nosso negócio” narra uma dramática aliança entre política e marketing.
Em seu primeiro filme, Rachel Boynton obtém uma visão impressionante da campanha de Gonzalo Sánchez de Lozada, o "Goni", à presidência da Bolívia em 2002, a partir do trabalho da empresa americana de consultoria de James Carville, famosa por conduzir Bill Clinton ao primeiro mandato na Casa Branca. Contratada para elaborar as estratégias eleitorais de Sánchez de Lozada, a empresa põe em prática técnicas agressivas de manipulação de opinião; o objetivo é reformar a imagem de Goni e virar o jogo na reta final das eleições. Bem-sucedidos, os estrategistas descobrirão, tarde demais, que seu êxito teve um preço alto.
“Crise é o nosso negócio” estuda os riscos da simbiose entre ideologia e marketing para a consolidação da democracia numa nação à beira do colapso. Os direitos de adaptação ficcional do documentário foram comprados por George Clooney.
05/09 – “Entreatos”, de João Salles (Brasil: 2004).
Sinopse: De 25 de setembro a 27 de outubro de 2002, a pequena equipe de Entreatos acompanhou de perto a campanha de Luís Inácio Lula da Silva à presidência da República. O filme revela os bastidores de um momento histórico através de material exclusivo, como conversas privadas, encontros familiares, reuniões estratégicas, telefonemas, traslados e gravação de programas eleitorais. Foram 240 horas de registro em vídeo. Todo o material filmado era imediatamente guardado em cofres; nenhum fragmento foi divulgado até a finalização do filme, já em 2004. Na edição, os realizadores concentraram-se nas cenas mais reservadas da campanha, aquelas testemunhadas apenas pela equipe do filme. Entreatos foi lançado nos cinemas junto com Peões, documentário em que Eduardo Coutinho retrata personagens que militaram com Lula nas greves do ABC, sem no entanto terem se tornado famosos. Os dois filmes enriquecem mutuamente e formam um desenho inédito da história brasileira contemporânea. (Livraria da Travessa)
12/09 – “O Voto é Secreto” (Raye Makhfi) de Babak Payami (Irã: 2001).
Sinopse: Uma urna de eleições cai do céu presa em um pára-quedas. Esse surreal acontecimento vai transformar a vida de um soldado que cumpre suas funções em uma praia deserta. Para seu espanto, logo depois chega a responsável pela urna, uma funcionária da justiça eleitoral encarregada de recolher os votos daquela comunidade. Este dia realmente não será como os outros. O soldado deverá acompanhá-la em seu jipe. Ao final do dia, vai perceber que uma eleição pode ser mais interessante do que ele poderia imaginar.
19/09 – “Eleição” (Election), de Alexander Payne (EUA: 1999).
Sinopse: Uma aparentemente inofensiva eleição para presidente do corpo estudantil de escola Carver torna-se uma batalha entre jovens e adultos, onde o caráter de cada um é revelado da maneira desconcertante, seja o pacato professor Jim McAllister, a ambiciosa aluna Tracy Flick, rebelde Tammy Metzler, entre outros personagens da história.
Sinopse: Qual o atrativo de uma carreira política? Essa é uma das perguntas feitas por Vocação do Poder. Para tentar responder, a equipe acompanhou seis candidatos a vereador na eleição do Rio de Janeiro em 2004. O documentário traça um panorama das campanhas de cada personagem e do processo eleitoral - desde as convenções partidárias, passando pelo trabalho nas ruas, e apuração dos votos até a reação dos eleitos e dos derrotados depois de conhecido o resultado.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Nossa Fome cotidiana
reproduzo uma matéria que saiu a Carta Capital comentando o que eu considero a pesquisa mais confiável sobre o Bolsa Família.
Espero que gostem.
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=1264
dentre os trechos, destaco:
"O Bolsa Família acomoda"
“O pobre não sabe usar o dinheiro”
ONGS: VOCÊ CONSEGUE ENTENDER ISSO ?
Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres.
Agora uma pergunta: Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito?
É uma reflexão interessante.
Reportagem completa no link abaixo
http://www.paulohenriqueamorim.com.br/forum/Post.aspx?id=324
terça-feira, 24 de junho de 2008
O homem mais corrupto do mundo!

segunda-feira, 23 de junho de 2008
O filho com duvida do que e politica!
Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola! Posso te fazer uma pergunta? Claro, meu filho, qual é a pergunta? O que é política, pai?
- Bem, política envolve: Povo; Governo; Poder econômico; Classe trabalhadora; Futuro do país. Não entendi. Dá para explicar?
-Bem, vou usar a nossa casa como exemplo: Sou eu quem traz dinheiro para casa, então eu sou o poder econômico. Sua mãe administra, gasta o dinheiro, então ela é o governo. Como nós cuidamos das suas necessidades, você é o povo. Seu irmãozinho é o futuro do país e a Zefinha, babá dele, é a classe trabalhadora. Entendeu, filho?
- Mais ou menos, pai. Vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho, o menino, foi ver o que havia de errado. Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado. Foi ao quarto dos pais e viu que sua mãe estava num sono muito profundo. Foi ao quarto da babá e viu, através da fechadura, o pai na cama com ela. Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na porta, ele voltou para o quarto e dormiu. Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou para o pai:
-Pai, agora acho que entendi o que é política.
- Ótimo filho! Então me explica com suas palavras.
- Bom, pai, acho que é assim: Enquanto o poder econômico fode a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda!!!
Mais Uma do Folclore Político
Conforme a memória de meu avó Darci, nessa época, houve um grande comício em Colatina, eu não me lembro dos nomes, prometo averiguar com ele.
Naquela época, o candidato da situação fazia campanha para eleger seu sucessor ao cargo do governo do estado.
No seu discurso falou muitas coisas, dentre elas, todos os benefícios que trouxera para a princesinha do norte, alegando que seu candidato poderia ampliar ainda mais essas benesses...
No meio da empolgação do discurso, o Governador que fazia campanha, soltou a frase de impacto:
"Por esses bolsos, nunca entrou dinheiro Público!!!!!"
naquela época, o som não era como hj, sendo bastante fraco. Um gaiato do público logo respondeu:
"O Governador comprou a calça ontem!!!!!"
inevitavelmente o discurso acabou ai na gargalhada......
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Mas que fanfarrão em seu Élcio?!?!?!
terça-feira, 10 de junho de 2008
Pode Acreditar
O folclore político de Marilândia é povoado por muitas estórias.Uma delas, que irei contar aqui, fala de um grande ex-parlamentar, que como nosso presidente Lula é conhecido por não ter todos os dedos em uma das mãos.Mancebo mensageiro
Escrevo meu primeiro post buscando comentar um passado recente. Quem nasceu na década de 80 vai saber muito bem do que estarei escrevendo.Quem não se lembra da época que ter telefone fixo em casa era sinônimo de sofisticação para uns, sinal de status para outros, enfim, uma forma de diferenciação na hierarquia social?
Pois até nos dias de hoje encontramos os resquícios dessa era dão próxima de nós, quando nos deparamos com o telefone situado na sala de estar. Sala de estar, que em teoria pode ser considerado o local principal da casa, onde reunimos a família na frente da TV, e principalmente onde recebemos as visitas.
Hoje com menos de 100 reais temos um tel. falando até para o Japão em menos de 24 horas em nossas casas. Parece até uma piada, mas em épocas passadas uma linha custava em torno de 30 sacas de café.Nossas famílias paravam em frente do telefone para tirar fotos.
Milha Família, de certa forma foi uma das "privilégiadas" dessa época. Me sentia fazendo o uso de uma forma de “msn” pré-histórico, conversávamos com os colegas do colégio a vontade, pois não havia limite de pulsos como há hoje.
Como a coisas era cara, poucas pessoas tinham. Pra se ter uma idéia, até local público para telefonar existia (as famigeradas cabines telefônicas) que em dias de domingo e feriados a tarde fazia fila.
Tudo bem, se você não tivesse telefone em casa e quisesse falar com alguém poderia ir até a cabine telefônica, mas e se alguém precisasse falar com vc? O que faria? Nem imaginávamos a existência do celular?
Mandaria uma carta, na melhor das hipóteses, um telegrama!!!E se a notícia fosse de acidente? Nascimento do neto? Morte do irmão? A mãe ta passando mal no hospital? ....Ah, isso é fácil, é só ligar pro vizinho, que ele dá o recado...Pois bem, azar de quem era vizinho, e eu já fui vizinho.
Nessas épocas, lembro-me bem, estava nos fins de minha infância, se encaminhando para a adolescência e começava a tomar responsabilidade das coisas. Como não trabalhava e ficava em casa, eu atendia o telefone, e essa responsa de mandar recados ficava por minha conta.Era ordem expressa de minha mãe ter que deixar a casa sempre arrumada. Nada de copo na sala, de coisa deixada jogada pela casa, pois a qualquer hora algum vizinho poderia vir atender o tel. Afinal, o que eles poderiam pensar desse povo “desarrumado”.
E o pior de tudo era ter que procurar os vizinhos. NOSSA!!!, quando a notícia era trágica, imaginem na época, este modesto mancebo ter que correr atrás da vizinhança.E quando o desgraçado mudava? E vc não sabia onde era o seu novo endereço? Vc tinha que ir atrás de qualquer jeito!!!
Já topei situações das mais grotescas, como as várias notícias de morte que já encaminhei como mensageiro oficial da residência do Sr Jacimar Pissimilio (meu pai) por alguns anos.
Imaginem só a choradeira que já vi em minha vida, e eu lá com cara de cú, olhando aquilo e ter que sempre procurar dar umas palavras de apoio.Mas não foram só de momentos tristes que essa vida de mensageiro me proporcionou.
Também dei alegrias a boa parte da vizinhança, como o nascimento do neto com saúde, o sobrinho que passou no vest, e por ai em diante.Finalizando, hoje quando lembro isso, olho para o passado com ares de nostalgia, mas penso por outro lado que não queria isso para as gerações futuras.