Por meio deste blog busco expressar um pouco de minhas opiniões juntando tudo com uma boa dose de questionamento e humor por esse mundão ai. e em especial não posso deixar de dar meus comentários sobre minha Marilândia.
quinta-feira, 19 de março de 2009
atenção alunos do 1ºA
pissimilio@ig.com.br
espero a parte de vcs!!!
até mais...
e os outros alunos, aguardem que postarei as páginas da apostila que estão com problema...
sexta-feira, 13 de março de 2009
A Influência das Novelas no Comportamento do Brasileiro

quinta-feira, 12 de março de 2009
Violencia sexual contra crianças não é novidade no ES

Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.
Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio - data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida - se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças - anjos do sexo feminino. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração que Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.
Suspeitas sobre a mãe da menina
Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, a mãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino. Segundo o escritor José Louzeiro que acompanhou o caso de perto e o transformou no livro "Araceli, Meu Amor" - o nome Radar foi escolhido pela garota "para que o animal sempre a encontrasse". Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.
No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha "ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete".
Na véspera, Lola tivera uma reação aparentemente normal ao constatar a demora da filha em chegar em casa. Primeiro, ficou enervada; depois, preocupada. No sábado, tarde da noite, sofreu uma crise nervosa e precisou ser internada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ainda no início do processo, acabariam pesando sobre ela fortes suspeitas e graves acusações. Lola foi apontada como viciada e traficante de cocaína, fornecedora da droga para pessoas influentes da cidade e até amante de Jorge Michelini, tio de Dantinho. E mais: ela era irmã de traficantes de Santa Cruz de La Sierra, para onde se mudou tão logo o caso ganhou dimensão, deixando para trás o marido Gabriel e o outro filho, Carlinhos. Não se sabe até onde Lola facilitou ou estimulou a cobiça dos assassinos em relação
Menina era usada no tráfico de drogas
A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar. Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho). Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha. No domingo, ele foi à delegacia dar queixa, onde lhe foi dito que tudo seria feito para encontrar Araceli. Na Santa Casa, ele contou a Lola o resultado de sua busca e falou da garantia dos policiais de que tudo acabaria bem. Lola pareceu não acreditar - e chorou. O escritor José Louzeiro não tem dúvida:
Lola foi, indiretamente, a causadora do hediondo crime de que sua filha foi vítima. "Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope continha drogas. Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam. Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida", conta o escritor.
O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta puma orgia de drogas e sexo. Sua vagina, seu peito e sua barriga tinham marcas de dentes. Seu queixo foi deslocado com um golpe. Finalmente, seu corpo - o rosto, principalmente - foi desfigurado com ácido.
Corrupção e cumplicidade da polícia
Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli. Começou, então, a ser tecida uma rede de cumplicidade e corrupção, que envolveu a polícia e o judiciário e impediu a apuração do crime e o julgamento dos acusados por uma sociedade silenciada pelo medo e oprimida pelo abuso de poder.
Dois meses após o aparecimento do corpo, num dia qualquer de julho de 1973, o superintendente de Polícia Civil do Espírito Santo, Gilberto Barros Faria, fez uma revelação bombástica. Ele afirmou que já sabia o nome dos criminosos, vários, e que a população de Vitória ficaria estarrecida quando fossem anunciados, no dia seguinte. Barros havia retirado cabelos de um pente usado por Araceli e do corpo encontrado e levado para exames em Brasília. confirmando que eram iguais.Por que a providência? Até então, havia dúvidas que era de Araceli o corpo que apareceu desfigurado no terreno baldio. Gabriel sabia que era o da filha - ele o reconheceu por um sinal de nascença, num dos dedos dos pés. Mas Lola disse o contrário. Assim que se recuperou, ela foi ao IML reconhecer o corpo e afirmou que não era de sua filha. Louzeiro recorda um outro fato a respeito disso, altamente elucidativo. Certo dia, Gabriel levou o cachorro Radar ao IML só para confirmar, ainda mais sua certeza. Não deu outra: mesmo com a gaveta fechada, animal agiu realmente como um radar, como Araceli premonizara, e foi direto à geladeira onde estava o corpo de sua dona.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Caçadores de Mito
pra quem não conheçe, segue o vídeo abaixo.
o exemplo é válido para mostrar como é o trabalho sistemático e metódico dos ciêntistas.
Aproveitem.
domingo, 8 de março de 2009
Artigo no Jornal "A Tribuna"
A Participação na Gestão Pública Como Forma de Enfrentamento das Práticas Políticas Autoritárias
Nesse contexto entra em pauta a questão da participação da sociedade civil na gestão dos negócios públicos e da necessária reconfiguração das relações entre Estado e sociedade. Estes processos de lutas e reivindicações desembocaram em mudanças políticas, institucionais e no processo constituinte, que se efetuaram na segunda metade dos anos 80. Como resultante, a Constituição de 1988 traduz o que anos de lutas tinham como objetivo de dar aos cidadãos, maior poder de intervir em sua realidade, constituindo-os como atores relevantes nas cenas e embates políticos. A participação social emerge como referencial de rupturas e tensões, e as práticas participativas associadas a uma mudança qualitativa da gestão assumem visibilidade pública e repercutem na sociedade.
Naquele momento, buscou-se evidenciar que a participação limitada a canais institucionais de representação eram exíguas no sentido de se ampliar o exercício da cidadania frente às propostas de participação direta na tomada de decisões, que tinham por potencial justamente a promoção e ampliação de direitos relativos à cidadania dos indivíduos.
A contribuição de espaços deliberativos na gestão pública tais como os comitês gestores e orçamentos participativos, é apontada por alguns autores como fundamentais para o fortalecimento de uma gestão democrática, integrada e compartilhada. A ampliação desses espaços de participação cidadã favorece qualitativamente a capacidade de representação dos interesses e a qualidade e equidade da resposta pública às demandas sociais, e possibilitando uma maior interlocução do Estado com a sociedade civil.
Acredita-se que se deve ter na democratização da gestão pública, a esperança de confrontamento das concepções elitistas de democracia, que enfatizam a tecnocracia e o autoritarismo na conduta do processo decisório no interior do Estado.
O aprofundamento da democratização da gestão pública promove um impacto positivo sobre a construção de uma cultura mais democrática na sociedade brasileira se considerarmos o padrão cultural excludente e autoritário na gestão das decisões e no planejamento das gestões. Os espaços públicos de participação devem ser encarados como uma forma de distribuição de recursos públicos e universalização de direitos na sociedade. Esta perspectiva aponta para possibilidade da prática participativa abarcar as diversidades existentes na atualidade, diminuindo sensivelmente o papel de práticas clientelistas e patrimonialistas na distribuição de bens públicos.
Se considerarmos que os baixos níveis de participação e organização cívica marcaram a maior parte do século XX, contribuindo para o fortalecimento de práticas clientelistas e patrimonialistas; ou ainda, que a universalização de direitos na sociedade brasileira é marcada por uma tradição autoritária e excludente; as novas práticas democráticas que envolvem a participação e a deliberação – na busca de um maior envolvimento cívico por parte do cidadão – foram criadas no sentido de promover deliberações públicas, encontros/reuniões abertas e processos de implementação transparentes de políticas, no intuito de superar esses legados que permeiam a cultura política do país.
Espera-se com isso que seja possível reverter o modelo de elaboração e execução das políticas públicas no Brasil, marcadas por traços hierárquicos e formas clientelísticas de representação no sistema político, substituindo-o por um padrão onde a participação popular promova um tensionamento nas agências estatais, tornando-as mais transparentes, mais responsáveis e suscetíveis ao controle da sociedade, onde se promova um constrangimento das práticas políticas autoritária.
terça-feira, 3 de março de 2009
O Aluno de Escola Pública pode ser um privilegiado?
Bom, sobre financiamento de estudos no ensino superior, visitem o site do Nossa Bolsa, do Governo do ES e o site do Prouni, do Governo Federal
Em relação ao sistema de cotas, visitem aqui, a resolução 31/2008 e a 33/2007 que instituem o sistema de cotas da UFES, que contém todas as informações sobre o sistema.
Espero que tenha sido útil pra alguém.
Saudações e até o próximo post.
O que faz um sociólogo.
Pra começo de conversa então, posso dizer que Teoricamente, a sociologia presta-se a estudar as relações humanas, ou seja, se há mais de um ser humano interagindo, é, em tese, objeto de estudo da sociologia.
Entretanto, convencionou-se que o objeto de interesse da sociologia é a sociedade industrial e pós industrial. Ou seja, estudamos o comportamento da sociedade após a revolução industrial, e, principalmente, os conflitos de interesse existentes na sociedade burguesa (assim denominada, por ser hegemonizada política e economicamente pela burguesia).
Embora seja essa a essência da sociologia, o leque de atuação de um sociólogo pode ser ampliado. Trabalhamos em pesquisa de opinião (seja política, seja de mercado), censo, planejamento, desenvolvimento de políticas públicas, e uma série de coisinhas que podemos nos "atrever" a desenvolver.
Eu por exemplo, trabalhei no LEP (Laboratório de Estudos Políticos) da UFES, com pesquisas relativas a democratização da gestão pública, me especializando nas análises sobre Orçamento Participativo. Nos últimos meses, até ser publicado o edital de convocação da SEDU para lecionar, estava trabalhando na Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Vila Velha onde era Gerente de Avaliação e Indicadores do Orçamento Participativo.
Na universidade podemos encontrar várias opções de cadeiras optativas que pode dar a dimensão da sociologia:
Sociologia da arte, da comunicação, jurídica, urbana, rural, agrícola, da cultura, política, da educação...
Além de teoria social, estratificação social, mudança social.
Pra que tiver um pouco mais de interesse, o G1, que é o portal das organizações Globo, preparou uma apresentação mais agradável, colocando os possíveis ramos de atuação, salário base, e outras questões relativas a profissão de sociólogo. Quem tiver interesse, o link é esse aqui:
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Leituras do Carnaval

Quarta Feira de Cinzas, eu aqui em casa programando o trabalho para amanhã e meditando sobre minha performance no carnaval, e ainda sobrou tempo pra pensar em alguns pontos:
Se vc pesquisar algumas obras de sociólogos e filósofos de algum tempo atrás, coisa de décadas, poderá perceber que as expectativas sobre o destino do capitalismo é mais ou menos esta:
Com o capitalismo o distanciamento das classes sociais é inevitável e infelizmente tende cada vez mais a aumentar. Desprovidos de oportunidades, o número de excluídos aumenta perigosamente. Eles serão completamente marginalizados e esquecidos dos donos do poder . Produzem coisas que não tem sequer condições de comprar e que só servem aos burgueses.
O carnaval brasileiro principalmente em seus principais pontos não foge a esta regra. Uma grandiosa festa onde a grande massa serve apenas de mão de obra barata, para o conforto e diversão de uma pequena elite.
A Marquês de Sapucaí é o maior exemplo: Os melhores lugares custando centenas de reais, os camarotes milhares, Os poucos lugares populares e ainda assim caros isolam os menos favorecidos na concentração e dispersão. Uma cena que mostra a verdadeira face da Marquês de Sapucaí no domingo e na segunda: Pessoas não fantasiadas mais sim uniformizadas, carregando não o estandarte da escola mais sim uma vassoura. Entre uma varrida e outra sambam na rabeira das Escolas. Enquanto recebe aplausos, por uma cambada de hipócritas que dominam as cadeiras de pista.
E pensar que já foi a festa da inversão, onde o do morro desfilava na avenida de asfalto e o do asfalto se pendurava no alto da arquibancada.
Dizem que em Salvador os negros representam 80% da população. Mas pelas tomadas que vi na TV do carnaval as pessoas pareciam oriundas da festa do chop de Blumenau. Por acaso os negros baianos se escondem no carnaval, ou existe algum tipo de campanha querendo mostrar uma Bahia branca?
Num programa chamado Lual da MTV gravado na Bahia, o quadro era o mesmo 90% dos participantes da platéia eram brancos. Os verdadeiros blocos folclóricos da Bahia com Ilê, filhos de Gandhi, as escolas de samba de Salvador não participam mais do carnaval?
Outra coisa inacreditável que li nos jornais é que artistas Pop's, roqueiros invadiram o carnaval de Salvador inclusive cantando suas músicas nos Trios, é realmente verdade?
Falaram de um trio que mistura ritmos de blocos afros, com música eletrônica procede esta informação?
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
O Blog como recurso didático e de comunicação com os alunos
Inaugura-se a partir desta postagem uma nova era de comunicação e interação entre professor e alunos. Espero que aproveitem!!!
Portanto, desta forma, pretendo começar em breve com um post sobre algumas das principais dúvidas dos alunos em relação ao trabalho do Sociólogo. Gente, as vezes eu mesmo me esqueço que sou um sociólogo. Tendo isso em vista, preparei algumas das questões que sou mais indagado ao longo das aulas para colocar à disposição de meus alunos, dentre elas, destacam-se: o que faz um sociólogo e qual o campo de atuação da profissão no mercado de trabalho dentre ourtas.
Espero que gostem!!!!
Att
Prof. Thiago Dadalto Pissimilio
Quem nunca pegou um busão na reta da penha e ouviu uma pala dessas que atire a primeira lapiseira!!!
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Maconha é o principal produto agrícola dos EUA

Galera.
Bom, pensem o que quiser, quem me conhece sabe que não curto essa onda, mas que a noticia é interessante, isso eu garanto que sim.
Ou vocês meus caros leitores acham que não?
saiu no site do Globo Rural.
O país tem 56,4 milhões de plantas de maconha cultivadas ao aberto, com uma renda de US$ 31,7 bilhões, e outras 11,7 milhões de plantas cultivadas em estufas e espaços fechados, que constituem uma renda de US$ 4,1 bilhões.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Esse menino vai longe....
Enquanto estamos curtindo, o pau come.....

A Grande Vitória viveu mais um final de semana com mortes violentas, fato que vem se tornando rotina e comprovando a total ausência da área de Segurança Pública nas ruas, principalmente nos bairros considerados mais perigosos. No total, foram registrados 23 homicídios com arma de fogo. A Polícia Militar esteve ausente do policiamento ostensivo.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
A irritante arte de morar em Vila Velha ou sobre como "cagar na saída"
Particularmente, votei em Max Filho as duas eleições em que ele participou e que o levaram à prefeitura. Na ocasião, representava o avaço em face ao atraso reinante na cena política municipal. E foi muito bom para a cidade tê-lo eleito. Iniciou-se uma verdadeira cruzada em favor da moralidade administrativa; dava a impressão de que Vila Velha havia entrado no século XXI. Tínhamos um prefeito. Mas as coias parecem ter saído de seu eixo. E atribuo um pouco disso à oposição canela-verde ao governo estadual. Ao contrário do que possam imaginar, leitores, não sou contra essa oposição. Acho,inclusive, que para o bem da disputa política no ES ela deve ser maior. É isso que eu esperoo com as vitórias do PT em Colatina, Cachoeiro do Itapemirim, Vitória e Cariacica. Mas acho que Max não deu conta de ser oposição sozinho. E pecou pela escolha de seu candidato. Às vezes me pergunto se a convenção que escolheu Dionízio Ruy sabia mesmo o que estava fazendo. Se por um lado não é fácil ser oposição sozinho, por outro o prefeito esqueceu-se disso e jogou fora todo o esforço de oito anos. E o pior: traiu quem nele confiou e quem depositava nele a esperança de lidernaça opositora... Falta de habilidade.
Mas agora, estamos nós aqui em Vila Velha, amargando as más escolhas do prefeito e no que elas resultam. Tudo está em obra. E cadê a guarda de trânsito? O centro está uma grande confusão e não se vê nenhum agente de trânsito. Quando vê, estão em bandos num cruzamento só. E os outros?
Você deve estar se preguntando, caro leitor, mas porque tanta indignação numa pessoa só? É que acabo de gastar quase 40 minutos do Aribiri até a Prainha, trajeto que normalmente gastaria 15. É demais!!!
É ou não é uma "cagada" na saída?
Sobre as eleições nos EUA.

Sem sombra de dúvidas, que as decisões tomadas pelo cargo de mais poderoso do mundo pode impactar diretamente em nossas vidas. Mesmo que não diretamente, mas só a apreensão que sentimos atualmente é um sinal deste impacto.
Então, analisando um pouco mais especificamente, os impactos das eleições para o Brasil e a América do Sul, observamos a quebra de um velho mito. A ilusão que existia no passado era de que os Republicanos (partido do Bush) eram melhores para o Brasil por serem mais dispostos a negociar. Entretanto, o ex presidente Clinton (que é Democrata) foi mais eficiente na liberação do comércio do que o Bush atual. Lembrem-se da merda que seria a ALCA para o Brasil (que foi barrada pelo presidente LULA), mas era um sinal de estreitamento de relações comerciais.
Na esfera diplomática, as boas relações devem continuar e o Brasil permanecerá para os americanos como liderança regional para ambos os candidatos. Entretanto, no campo econômico nenhum presidente, seja Democrata seja Republicano, melhorará substancialmente o cenário do comércio bilateral. A questão comercial é muito importante no Congresso americano e aí você tem o bloqueio do legislativo. O mecanismo decisório passa pelo Congresso e aí os parlamentares dificilmente têm disposição para abrir o mercado e desagradar sua base eleitoral.
O Brasil e a America latina não estão entre as prioridades dos EUA, e isso é uma má noticia para nós A prioridade é o Oriente Médio. A América Latina é uma região de baixa prioridade para os Estados Unidos. As políticas tanto de Democratas quanto de Republicanos tendem a ter consenso nesse sentido. Não vejo muito qual seria a grande mudança.
Bom, há rumores e conversas, pelo menos de campanha, que os subsídios dados pelo governo americano seriam cortados em relação aos produtos agropecuários, e isso inclui o etanol. A quantidade que o governo americano gasta é enorme, e poderá ser uma grande sobre para investir na liquidez do quase falido sistema financeiro americano. Isso é o que vejo de questão prática para o Brasil como uma grande oportunidade para nós.
O Candidato MacCain falou abertamente em corte de subsídios para o etanol americano e importação do brasileiro.
Enfim, axo que é um pouco disso.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Pérolas das eleições em marilândia Capítulo "n"

Então pessoal.
Como todos sabem, moro atualmente na capital do Espírito Santo onde estudo na UFES, e fico perambulando pelas ruas de Jardim da Penha. Em virtude disso, fiquei afastado de grande parte da campanha eleitoral do ultimo pleito que consagrou a coelhada!
Enfim, que chega aos meus ouvidos mais uma do folclore político (que nao que dizer verdade) de minha cidade.
A promessa era de que se eleito, determinado candidato colocaria internet “Manga Larga” via satélite para todo o município.
Talvez não seria BANDA LARGA???
Enfim, a piada é sem graça, mas o registro não poderia deixar de passar.
Em Marilândia, falta de defensores atrasa processos e intimações
Serra. Microsoft e um acordo genial
Nada se cria, tudo se copia.Pegando um gancho nas eleições de São Paulo, reproduzo um post interessante da galera do blog FUTEPOCA (futebol, política e cachaça), que por sinal é um dos melhores blogs que acesso. um calderão super inteligente e concilia 3 das 4 coisas que mais gosto. é uma pena que não falam de mulher.
Se bem que mulher, devido a suas especificidades, é pra se comentar em um blog separado
O governador José Serra e a gigante com instintos monopolistas Microsoft fecharam um ótimo acordo ontem, um exemplo de sagacidade e inteligência do presidenciável tucano. A empresa estadunidense vai disponibilizar, por meio de um site do governo estadual, um serviço e-mail grátis semelhante ao seu Hotmail, com a expectativa de abrir 5,5 milhões de contas para alunos e professores da rede estadual de ensino. Assim, poderão ser feitas contas de e-mail do tipo "numseiquelá@professor.sp.gov.br" e outros, sendo que a caixa de mensagens terá os mesmos 5 Gbytes para armazenamento do Hotmail.
O governo paulista diz que, caso a Microsoft não fosse tão caridosa, gastaria R$ 5 milhões para oferecer tal serviço. Como lembra Sérgio Amadeu , portais como o Hotmail vive de visitantes únicos e acessos, além de anúncios e links patrocinados. Nesse caso, não é a empresa que faz uma doação, mas sim Serra que está “doando” mais de cinco milhões de visitantes para o portal, além de milhões de acessos por mês. Quanto isso representará em ganhos para a Microsoft?
Mas, se era o caso de contratar empresas para fazer tal serviço, será que o Google, que oferece o Gmail com 7 Gbytes de armazenamento, ou o Yahoo, que tem caixa de mensagens com capacidade ilimitada, foram consultados ou instados a fazer tal “doação”?
Mas não se pode falar de Serra sem citar também o prefeito Gilberto Kassab. A administração municipal também firmou um protocolo com a Microsoft em outubro do ano passado, no qual a empresa cedeu licenças de software para os novos telecentros. Claro que, para fazer a atualização, a prefeitura no futuro terá de pagar, além de ser obrigada a gastar com o necessário incremento na configuração dos computadores.
Só pra lembrar, quando a prefeitura implantou o Plano de Inclusão Digital e fez os Telecentros à época da gestão Marta Suplicy, a opção pelo Software Livre foi feita não somente pela redução de custos, mas também pelo combate à tendência monopolista do mercado de softwares. Kassab e Serra deram um passo atrás e ajudaram a Microsoft a expandir seu domínio.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Crise americana por analogia II
domingo, 12 de outubro de 2008
O dia em que Hayek chorou
Por Gilson Caroni Filho
Aos que vislumbravam um descompasso entre “o empreendorismo” que crescia por seus méritos e um Estado falido, ainda iludido com seu gigantismo, cabe uma pergunta. Quem terminou falindo e a qual instância pediu socorro?
Quando o presidente George Bush, em seu "discurso à Nação", afirmou que uma crise financeira ameaçava a economia dos Estados Unidos, um espectro rondou o mundo de certezas da banca. No momento em que saíram notícias, ainda não confirmadas até a hora em que concluímos esse artigo, de que democratas e republicanos aprovaram um pacote que garante US$ 700 bilhões em ajuda ao mercado financeiro, sua forma ficou mais nítida, definida: vagando perdido estava o fundamentalismo neoliberal que tanto se empenhou em desacreditar qualquer forma de regulação da economia.
Um pensamento político e econômico que, como fundamento ideológico da fantasia do livre mercado, fingiu acreditar que apresentava o produto final de uma engenharia irretocável, quando nunca passou de uma utopia autoritária.
Convém reler John Gray em seu magnífico livro “Falso amanhecer: os equívocos do capitalismo global": "mercados controlados são norma em qualquer sociedade, ao passo que os mercados livres são produtos de estratagemas, planos e coerção política (...), se” capitalismo" que dizer ” livre mercado", então nenhuma visão é mais ilusória do que a crença de que o futuro reside no " capitalismo democrático.
Estamos assistindo ao ocaso de velhos credos. Uma racionalidade crescente que traria com ela a desregulamentação da economia, a supressão de subsídios, a redução das despesas de segurança social e o desmantelamento do poder sindical. Tudo isso, acompanhado de um Estado incapaz de operar mecanismos de redistribuição, posto que tornado mero apêndice jurídico de normas elementares de troca. Eis o paraíso perdido na data em que as Bolsas voltaram a apresentar otimismo. Em síntese, 25 de setembro de 2008, entra para a história como “o dia em que Hayek chorou”. A "mão invisível" mostrou a plenitude de sua deformação no capitalismo desordenado.
E agora? Como ficam aqueles que afirmavam não haver dúvidas sobre o fato de que seriam os agentes de mercado os demiurgos do ciclo de crescimento sem sobressaltos? Que não haveria lugar para a política em um mundo de empreendedores que, obedecendo a expectativas racionais, e se deixando guiar pela satisfação de seus instintos levariam a humanidade à terra prometida.
Aos que vislumbravam um descompasso entre “o empreendorismo” que crescia por seus méritos e um Estado falido, ainda iludido com seu gigantismo, cabe uma pergunta. Quem terminou falindo e a qual instância pediu socorro?
Não procurem pelas cabeças coroadas do governo tucano, nem muito menos pelos seus porta-vozes na imprensa. Com os rostos lívidos de terror, choram com Hayek. Não só a perda do Éden, mas a assustadora constatação de que, sem a roupagem ideológica, ele nada mais é que o “Estado de Natureza" de Hobbes. Um espaço encantado onde a margem de lucro é assegurada pela aniquilação do outro. Um pesadelo do qual só se sai pelas seguras mãos do Estado.
Espera-se que a direita periférica tenha ao menos o cuidado de burilar o discurso do recuo inevitável. Sem os factóides da imprensa que lhe ampara e, muito menos, sem o pretorianismo togado a que aderiu sem pudor. É hora de aprender com o luto. Ao menos uma vez.
Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa